quarta-feira, 19 de julho de 2017

Passatempo "A Sangue Frio" Truman Capote

Para não interrompermos a onda dos Passatempos aqui no Baú dos Livros, desta vez tenho para vos oferecer um exemplar do clássico "A Sangue Frio" de Truman Capote. 


Para se habilitarem a ganhar basta preencherem o formulário em baixo. O uso de Facebook é opcional (embora aumente as hipóteses de serem os sorteados). Apenas é crucial seguirem o blog com a vossa conta Google. 





- São aceites moradas de todo o mundo.
- São aceites participações até às 00:00 do dia 19 de Agosto de 2017.
- Podem partilhar publicamente o passatempo as vezes que quiserem, para aumentar as vossas hipóteses de serem os vencedores. 
- O vencedor é contactado por e-mail pelo Baú dos Livros e tem até 10 dias para reclamar o seu prémio, fornecendo a sua morada completa;
- O Baú dos Livros não se responsabiliza pelo extravio das encomendas enviadas.

a Rafflecopter giveaway

terça-feira, 18 de julho de 2017

Dia 3 Seguindo as setas amarelas: Valença - Redondela

Nesta etapa o meu joelho "deu o peido" aka "arrombou" aka deixou de funcionar em condições aka tivemos de parar no primeiro albergue que encontramos, 3 km antes de Redondela. 


Quando entramos em Tui fui surpreendida pela sua parte antiga. Sempre achei que Tui era só uma zona mais industrial e bomba de gasolina...mas afinal há uma catedral e uma zona histórica. 


Não são as subidas, ou o esforço físico que tornam esta etapa a pior. Acho que é a quantidade de estrada e a paisagem aborrecida que o faz. Também não ajudou os 4 km extra da etapa anterior, que fizeram com que andássemos um total de 39km...

Depois de Porriño não há praticamente cafés, ou restaurantes numa distância de 12km. Por isso, no desespero da fome, entramos no primeiro que nos apareceu chamado "El Alprende", perto de um albergue. O menu peregrino era 7 euros. Pedimos dois. Foram os 14 euros mais mal gastos de sempre na pior refeição de sempre em Espanha! A sopa era claramente Knorr e o prato principal, "Arroz Cubano" era uma verdadeira m****...basta ver a foto...Comi a gema dos dois ovos e pronto. O meu pai nem conseguiu comer e quase se gregou todo! Não percebo como é possível servir tão mal e porcamente. É mesmo aproveitarem-se dos peregrinos, porque mais valia termos pedido umas tapas quaisquer.



Depois deste almoço "maravilhoso", continuamos em direcção a Redondela. Quando finalmente começamos a descer em direcção à cidade, o meu joelho resolveu que não queria mais continuar. Na descida encontramos o Bar Corisco, que tinha uma espécie de albergue improvisado. Pedimos o único quarto duplo que havia, porque não estávamos com vontade de partilhar odores corporais. Esta foi a única noite que passamos num albergue. O WC era partilhado com todos e o quarto tinha uma roupa de cama suspeita, que nos incitou ao uso do saco cama.  O dormitório estava barulhento e com um cheiro a suor nojento....sim, confesso que sou uma peregrina que aprecia um bom descanso. 


O jantar foi melhor que o almoço (não era complicado), mas ainda assim nada de especial, embora a senhora responsável fosse sempre muito atenciosa. Dormimos mal e no dia seguinte lá continuamos a jornada, eu com o joelho dorido e o meu pai com bolhas nos pés. Esta etapa ia ser mais curta, era o que nos mantinha firmes!

To be continued....


segunda-feira, 17 de julho de 2017

Dia 2 Seguindo as setas amarelas: Ponte de Lima - Valença

Esta é A ETAPA. Afirmo isto no sentido, que é aquela jornada de que toda a gente fala e diz que é do diabo. Na minha opinião, de pessoa que não conseguiu chegar a Valença e acabou por ficar num excelente hotel a 4 km do destino final, discordo. Valença - Redondela é pior! 


Esta etapa é longa e tem uma bruta de uma subida e (consequentemente) descida que desgasta, mas que é compensada pelas paisagens lindas! A longevidade (quase 40km) é que torna tudo mais complicado. A certa altura vê-se a cidade, mas nunca mais se chega e o desespero começa aí. 



Nesse segundo dia, ainda sem grandes dores, ou bolhas, começamos a andar bem cedo. Saímos da pousada às 6h. Para mal dos meus pecados deu-me uma bruta dor de barriga, associada à necessidade urgente de fazer o número 2! E tinha de ser já! Eu detesto usar sanitas desconhecidas, por isso imaginem o meu sofrimento, para ter de me refugiar debaixo da ponte velha de Ponte de Lima...sim, se virem lá um presente, pode ser meu. Por isso, conselho número 2: levem sempre um rolo de papel higiénico (felizmente eu levei). 



Depois desse pequeno percalço, menos principesco da minha parte, continuamos a caminhar, enquanto o sol ia nascendo. Depois de andarmos cerca de uma hora, encontramos um pequeno café, com um ar ligeiramente "hipster", chamado "Pescaria". O sitio incluía uma mini mercearia, café, e uma zona de pesca desportiva. Tudo recentemente restaurado e muito limpinho e organizado. Aproveitamos para comprar frutos secos e milho torrado, que nos deu combustível nas horas de maior aflição. Estava lá o único grupo de portugueses que íamos ver até à última etapa do caminho. Não sei se eles conseguiram acabar. Um dos membros do grupo já levava 3 bolhas num dos pés e ainda estava no segundo dia!


Depois de muita zona de arvoredo chegamos à maldita subida. Foi dura, mas a sensação de conseguir chegar ao topo compensa! A descida foi ligeiramente mais penosa. O nosso corpo já ansiava por um sitio para parar e beber algo fresco. Cafés e sanck-bares não abundam no caminho português, por isso quando encontrarem algo que sirva, não sejam esquisitos e aproveitem. 

Quando faltavam aproximadamente 4 km para Valença passamos pela Quinta do Caminho, que anunciava menu peregrino a 8€. Estávamos com fome e resolvemos parar. Não me lembro exactamente o que era a comida de tão cansada que estava, mas era boa e foi a última refeição decente que comemos antes de Pontevedra. O local também funcionava como hotel e resolvemos alugar um quarto duplo. Este foi o local mais caro dos 6 dias (34€/pessoa, com pequeno almoço incluído), mas também foi o melhor e mais confortável. Tinha piscina, onde estivemos a refrescar as pernas e servia também jantar com novo menu peregrino (além disso o carimbo deles é muita giro). Recomendo! 


No dia seguinte estávamos prontos para uma nova e demorada etapa, para mim a pior de todas.

To be continued...

domingo, 16 de julho de 2017

Dia 1 Seguindo as setas amarelas: Barcelos - Ponte de Lima

Há 7 anos atrás entrei no curso de Medicina Veterinária. O meu pai tinha ido a S.Tiago de Compostela de bicicleta e tinha acendido uma vela por mim. Se foi a vela, se foi o meu esforço, ou se foi um misto das duas coisas, não sei. O que é certo é que nesse ano consegui entrar no curso, coisa que era altamente improvável (afinal de contas eu vinha de Artes...). Mais tarde descobri também que o S.Tiago é o padroeiro dos veterinários. Quem sabe... 



Não sou religiosa. Fui criada numa família de origem católica, onde o Natal é celebrado, e onde todos estamos baptizados, mas mais por "parecer bem" e ser costume do que propriamente por acreditarmos num ser superior e omnipresente, que nos castiga por maus comportamentos. Tenho a minha fé. Acredito que a força de vontade pode mover montanhas e que os pensamentos positivos atraem coisas boas (e vice-versa). Gosto de pensar que algures lá nas estrelas estão aqueles que já partiram (de duas e quatro patas) a olhar por nós, mas sei que a probabilidade de isso ser mesmo assim é praticamente nula. Ainda assim, não tem mal imaginar, se isso nos faz sentir melhor. 


Por estas razões e por outras que não vale a pena invocar, pareceu-me certo ir a S.Tiago de Compostela a pé. Além disso, ia ser uma aventura e eu gosto de me aventurar. 

Fui com o meu pai e pedi ao meu namorado para não vir connosco. Não porque não goste dele, e não o quisesse ao meu lado, mas antes porque aquilo era algo que eu sabia que ia doer, transformando-me naquela Luísa insuportável que começa a disparatar por tudo e por nada. A verdade é que durante os 6 dias da viagem, não houve uma única vez que me tivesse stressado, ou chateado. E acreditem...chega a um ponto que é possível que isso aconteça. O meu primeiro conselho é: escolham bem, quem levam com vocês na vossa primeira ida a S.Tiago a pé.

Saímos ás 6:30h da manhã de Domingo, da cidade de Barcelos. O destino era Ponte de Lima. Já tínhamos a nossa credencial de peregrino, obtida umas semanas antes em S.Pedro de Rates, mochila devidamente carregada com saco cama, mudas de roupa (velha e descartável), água e pomadas de vários tipos e com diferentes propósitos. Até gelo instantâneo levávamos, uma vez que os joelhos fracos fazem parte da genética familiar. 

As duas primeiras etapas são das mais bonitas. A região minhota sempre foi uma das minhas predilectas. Os campos de milho a perder de vista, as zonas de arvoredo, os regatos, as casas rústicas, as pessoas afáveis e a boa comida e bebida, fazem-me sempre sentir em casa. É das zonas que mais amo em Portugal. 



Fomos sendo saudados por quem passávamos, havendo sempre quem desejasse "Bom caminho" e que "S.Tiago vos ajude". Começamos a ver os primeiros grupos de peregrinos. Alguns (aqueles que vinham do Porto), já ligeiramente entorpecidos pelo acto de andar continuamente. 

Rapidamente chegamos a Ponte de Lima (eram 13:30h). O plano inicial era ficarmos no Albergue, mas optamos pela Pousada da Juventude. Pedimos um quarto duplo com WC e fomos informados que para os peregrinos havia pequeno almoço dado pelo segurança numa saquinha, quando quiséssemos sair na madrugada seguinte. Pagamos 15 euros cada um, o que nos pareceu excelente, dadas as condições. 



Para matarmos tempo fomos até à "vila mais antiga de Portugal", onde por coincidência estava a decorrer a Feira do Cavalo, uma feira de velharias e um festival de musica clássica. Aquela gente não brinca em serviço! Ponte de Lima é das vilas mais bonitas do nosso país e recomendo que a visitem, caso ainda não o tenham feito. 

Depois de comermos qualquer coisa num snack-bar, voltamos para a Pousada, onde dormimos nada menos do que 9 horas seguidas! No dia seguinte acordamos ás 5:30h...mas isso fica para um outro post...

To be continued...

sábado, 15 de julho de 2017

"Julie e Julia" de Julie Powell

Tinha algumas expectativas em relação a este livro. A culinária tem um grande potencial, para criar quadros literários que fazem crescer água na boca e povoar a nossa mente com imagens deliciosas. O problema é que este livro não é nenhum festim para a mente...

Julie é uma secretária frustrada com o seu emprego. Decide criar um blog, onde irá relatar as suas aventuras culinárias, onde tenta mimetizar as 500 e tal receitas da bíblia da cozinha francesa, escrita pela lendária cozinheira Julia Child. 

Esperava ter capítulos alternados, fazendo um paralelismo entre Julie e Julia. No entanto, há só algumas pequenas passagens referentes a Julia Child. Na minha opinião, muito poucas, o que torna a sua presença pouco notada. 

Quem escreve blogs (e contra mim falo), é sempre um pouquinho egocêntrico naquilo que escreve, mas Julia consegue ser insuportável. Salvo algumas passagens cómicas, a maior parte do livro não tem assunto. Anda sempre à volta dos ataques de histeria desta mulher, da santa paciência do seu marido e da badalhoquice que caracteriza a casa deste casal.

E é por isto que gosto de escrever críticas negativas. São o melhor tipo de opinião, porque não é preciso andar com grandes floreados e adjectivos repetitivos. Quando um livro é mau, é mau e ponto. Este livro não é bom e recomendo, que não percam tempo com ele. 

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Diário da (pseudo) Princesa #4

Contextualização desta crónica semanal - AQUI


Dia 13 de Agosto de 2002

Hoje levei a minha primeira tampa via internet. Foi o curtido150. Grande coisa...

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*Facepalm*

Curtido150 da Cidade da Malta. Se estiveres desse lado acusa-te. Deixaste marcas profundas no coração desta mulher de 27 anos!

Já agora, e desculpando o meu narcisismo... o meu eu pré-adolescente parecia estar convencido que esta seria a primeira de muitas tampas via internet. No fundo eu era uma visionária e sabia desde cedo acerca do futuro sucesso do Tinder e afins...hmmm...

domingo, 2 de julho de 2017

Uma aventura pela costa da Galiza - parte II

O nosso segundo dia de férias na Galiza foi passado na Illa de Ons. Esta ilha, pertencente ao arquipélago homónimo, faz parte do Parque Nacional Marítimo Terrestre das Ilhas Atlânticas da Galiza. Talvez já tenham ouvido falar das ilhas Ciés. A Illa de Ons é a irmã menos famosa do grupo. 

Para chegarmos à ilha, fizemos a compra online dos bilhetes do barco, na empresa Cruceros Rías Baixas. Desta forma poupamos alguns euros e planeamos a partida e chegada sem stresses. A saída seria da vila de Porto Novo, às 10 horas da manhã e o regresso às 17h. Apenas foi necessário chegar um pouquinho mais cedo para levantar os bilhetes no quiosque. 

Durante a travessia marítima tivemos a honra de ser acompanhados por um grupo de golfinhos! Toda a gente delirou e eu senti-me super feliz por apenas ter de pagar 12 euros ,para ser surpreendida desta forma (na Madeira tive de pagar 25 euros, para ver estes animais espectaculares...).

Nas nossas mochilas levávamos apenas o essencial: umas sandes, snacks, água, protector solar, e toalhas. Na minha inocência achei que íamos para uma ilha deserta, mas a verdade é que existem pelo menos três pequenos snack-bares próximos da zona de desembarque, um posto de informação e outro de primeiros socorros, uma igreja (chegamos a presenciar um baptizado) e algumas pequenas habitações. Por isso, se vos apetecer, podem almoçar/petiscar por lá e não tem de ir prevenidos com muita comida. 



Depois de arranjarmos um mapa, verificamos que existiam 4 roteiros pedestres. Optamos por fazer o Roteiro Sul (verde). Ficamos intrigados com o que seria o "Miradouro de Fedorentos" e o "Buraco do Inferno". O primeiro, como o nome indica, é um miradouro (dah), que vale a pena visitar pela vista para a Illa de Onza. O segundo ponto não me deixou impressionada. Basicamente era uma formação rochosa, que não se conseguia perceber muito bem por causa das barreiras de segurança. 

Depois de concluirmos o percurso e de visitarmos os "aseos" de um dos cafés (consumindo, para não sermos rudes), fomos até à Praia de Melide. São cerca de 20 minutos a pé desde o posto de informação, mas vale a pena. Graças à falta de acesso "fácil" tem menos gente e a água é super transparente e de temperatura amena. Outro factor que também deve contribuir para o isolamento do local é o facto de esta ser uma praia de nudismo. Nós mantivemos a nossa roupa de banhos (porque não achamos assim tão fundamental mostrar a salada a toda a gente...). Ainda tive esperança de ver alguma coisa de jeito, mas era tudo velho e murcho. Fiquei com mais recordações de visões do inferno do que propriamente inspiradoras. Apesar de tudo, é fácil ignorar as pessoas nuas, porque existem muitas outras vestidas (excepto, quando decidem correr nus por todo o areal...).



Estivemos duas horinhas de papo para o ar, torrando na praia e não fazendo nada. O regresso foi calmo e por volta das 19H já estávamos no Hotel. Se o vosso estilo de férias é mais do que praia e sol, passar um dia nestas ilhas (também há viagens até às Ciés e Sálvora), é uma boa opção para algo mais diversificado!